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Azinhal Abelho
Joaquim Azinhal Abelho nasceu na Orada a 13
de Abril de 1911.
Viveu a sua infância no monte do Rossio, onde foi criado e aprendeu a
amar a terra.
Licenciou-se
Publicou vários livros em prosa e em verso e realizou alguns
comentários cinematográficos sobre o Alentejo.
Dirigiu e fundou dois teatros e dirigiu o jornal “ A Voz de Portugal
“.
Os últimos anos da sua vida foram, também, dedicados ao desenho.
Morreu aos 67 anos de idade.
Terras de sobro e de azinho,
Onde é chão todo o caminho
Durante léguas inteiras
O teu silêncio tranquilo,
Silêncio calmo e profundo,
Quem ama e sofre no mundo
Pode gozá-lo e senti-o
É cada Monte um asilo
Com almas hospitaleiras,
E há sempre fenos macios,
Ó terra dos malhadios
Ó terra das montanheiras.
Durante o Mês de Maio, às sete horas, o sino toca e as pessoas da
nossa aldeia reúnem-se na igreja para rezarem o terço. Isto acontece, porque é
o mês de Maria.
É costume fazer-se a
procissão das velas, pela freguesia. As pessoas colocam flores no andor e
compõem as ruas.
Foi fundada por D. Nuno
Álvares Pereira, contudo da sua
existência nada resta.
O edifício actual foi
feito de raiz no século XVIII, ficando situado no cabeço mais alto da aldeia.
Possui uma fachada
lateral, com uma torre e uma cruz de pedra.
A frontaria da empena é
triangular, o alpendre possui três arcos redondos.
Após o terramoto de 1755,
colocaram-se três sinos de bronze e tabelas esculpidas.
No alpendre existe um
painel de azulejos, pintado por Azinhal Abelho,
representando o facto histórico que deu origem à aldeia.